Nem Tudo é "BIÁVEL" Por Grimaldo Oliveira e Diego Elias

A área de Business Intelligence (BI) é cheia de jargões próprios que enriquecem e ajudam os profissionais a se comunicarem entre si. Como todo novo jargão, leva-se um tempo a ser utilizado e amadurecido por um grupo de pessoas. Eis que presenciei em uma reunião de planejamento, uma gestora utilizar o termo “biável” para se referenciar a viabilidade de determinado assunto do contexto de negócios contribuir na melhoria da solução de BI existente.

 

Com o termo em mente, pensei em diversas formas de explicar o que é BIÁVEL e o que NÃO É BIÁVEL. Agora que estou mais amadurecido com a expressão, elenquei situações que podemos estabelecer esse parâmetro:

É BIÁVEL

 

  • Construir um banco de dados central reunindo todas as bases que serão consumidas por uma ferramenta OLAP ou Data Discovery, seguindo premissas de integridade, exatidão e orquestração da carga dos dados

  • Reunir os gestores na intenção de levantar dados, concentrando os esforços para analisar o seu negócio, focando em ações e indicadores

  • Realizar a qualidade de dados antes de apresentar os resultados em qualquer ferramenta de visualização de dados

  • Saber que o dado é o mais importante em um processo de BI e não a ferramenta

  • Entender que a pós-implantação de um projeto de BI é tão importante quanto a sua construção

  • Compreender que tratar dados, qualificar dados, auditar dados, dentre outros processos são fundamentais para que seu BI seja utilizado pelos gestores com longevidade

  • Fazer a entrega de um processo de BI que tenha uma documentação clara e precisa de tudo que foi necessário para criá-lo: fonte de dados, cargas, processos de transformação, padronização, qualidade e crescimento de novos assuntos

  • Saber da importância da mobilização das partes interessadas desde o início do projeto como fator crucial de sucesso de uma implantação de solução de BI

NÃO É BIÁVEL

 

  • Desenvolver um solução de BI sem entendimento completo das necessidades de negócio

  • Ler sua base operacional diretamente, sem nenhuma preocupação com performance, qualidade dos dados e principalmente sem ter uma definição de crescimento das consultas, criando um "frankenstein" de relacionamentos e tabelas

  • Levar para o BI campos operacionais que não serão possíveis realizar análises por categorias ( grupos), como campos aberto (observações, notas, textos, etc.)

  • Não compreender o processo de BI e entender que ferramenta de visualização de dados é o final de todo o processo e não irá resolver seus problemas de uma boa análise se o dado foi colocado de forma errônea

  • Carregar os silos de dados dos gestores de forma que funcione na empresa como um BI não reconhecido

  • Corrigir dados diretamente no BI e não corrigir no operacional

  • Acreditar que ferramenta de BI é uma solução de BI, e não é

  • Fazer o que o usuário deseja, a qualquer custo, em detrimento da qualidade, desempenho e garantia, sabendo que os dados terão problemas desde a origem e o deixará em dúvida na construção de uma análise

  • Indicador sem propósito, que não transforma insights em ações de negócios

 

Agora que você já tem noção, ou pelo menos, compreende o significado do que é BIÁVEL, reflita no que você está fazendo hoje, agora, com seus dados, e o que você pode levar para seus projetos. BI não pode ser tratado como um sistema enlatado, perfeito e que não precisa de esforço para construí-lo. Que nossos dados devem ter um tratamento sempre principal e não coadjuvante neste processo. Que se a cada dia nos preocupamos em garantir uma longevidade em nossas funções de analista de BI, Gestor de Dados, Cientista de Dados, ou seja lá o que você deseja ser, saiba que o caminho sem obstáculos não existe. O que importa é ser ético, claro e compreender seu papel de interlocutor entre o gestor, negócio, e a entrega.

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